Portugal vai ter primeira Escola para Pessoas com Dor

Iniciativa inédita promovida pela Cátedra de Medicina da Dor

A Cátedra de Medicina da Dor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), que conta com o apoio exclusivo da Fundação Grünenthal, vai organizar este ano a primeira Escola para Pessoas com Dor, uma iniciativa inédita no nosso país que pretende transmitir aos doentes conhecimentos sobre a dor e formas de minorar o seu impacto. A primeira sessão é já no dia 14 de Setembro, pelas 15 horas, e a participação é gratuita mas limitada aos participantes inscritos.

“O programa educativo está organizado em 6 sessões, nas quais médicos, enfermeiros e psicólogos irão abordar temas como a avaliação da dor, o seu significado físico e psicológico, técnicas e estratégias simples, do dia-a-dia, para ajudar a prevenir e combater a dor, incluindo algumas atividades físicas acessíveis a todos. Será também estimulada a partilha de experiências entre os participantes, num ambiente de grande interatividade”, explica Carina Raposo, responsável pela Escola.

De acordo com José Castro Lopes, professor responsável pela Cátedra: “Numa fase inicial, esta Escola destina-se apenas a doentes que frequentem as Unidades de Dor Crónica dos hospitais do Grande Porto, mas espera-se alargar esta iniciativa a qualquer pessoa que sofra de dor. A participação nas aulas não comporta nenhum custo”.

As sessões da Escola para Pessoas com Dor decorrem aos sábados, entre as 15 horas e as 17h30 horas, na biblioteca do Departamento de Biologia Experimental da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

A Cátedra de Medicina da Dor resulta da uma parceria entre a FMUP e a Fundação Grünenthal, destinada a apoiar a investigação e a formação nesta área do conhecimento médico.

A dor crónica é reconhecida como um grave problema de saúde pública com impacto significativo na qualidade de vida das pessoas e enormes custos individuais e sociais. Em Portugal, o impacto socioeconómico da dor crónica é estimado em 1,6 mil milhões de euros/ano, custo que atinge os 3 mil milhões de euros quando somados os gastos com incapacidades temporárias, "baixas" e reformas antecipadas.


Informações adicionais:

LPM Comunicação
Andreia Garcia
Tel. 21 850 81 10/91 994 78 96
andreiagarcia@lpmcom.pt

Fac. Medicina U. Porto
Olga Magalhães
Tel. 22 551 36 36/96 172 68 76
1800-282 Lisboa
olgamagalhaes@med.up.pt
 

ligado:  02 Set 2013

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